Na manhã desde domingo, 25/03, dia de
clássico entre Corinthians e Palmeiras, aconteceu na zona norte de São Paulo um
retrato da violência que ronda o futebol brasileiro. Cerca de 500 torcedores
participaram do conflito na Avenida Inajar de Souza, na Freguesia do Ó.
O diretor do DHPP (Departamento de
Homicídio e Proteção a Pessoa), Jorge Carlos Carrasco revelou que existem indícios de
que a confusão foi combinada pela internet. A violenta briga resultou na morte
de dois palmeirenses em razão dos graves ferimentos, são eles André Alves Lezo,
de 21 anos, e Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, de 19 anos.
Na segunda-feira, a Federação Paulista de Futebol
(FPF) proibiu a entrada nos estádios de São Paulo da Corinthiana Gaviões da
Fiel e da palmeirense Mancha Alviverde, as organizadas envolvidas na confusão.
Na terça-feira o diretor do DHPP e
a delegada Margarete Barreto, do Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos
de Intolerância), fizeram um balanço da investigação policial sobre o
acontecido e avaliaram que não tem "mocinho" nessa história.
Agora a polícia trabalha para tentar punir os
culpados. Os cinco torcedores presos nesta terça-feira são da Mancha, inclusive
Tiago Alves Lezo, irmão de uma das vítimas fatais, André Alves Lezo, todos
estão em prisão temporária, com duração de 30 dias, período em que serão
interrogados e investigados.
A polícia trabalha ainda com a suspeita que estaria
sendo marcado um reencontro para vingar a morte dos dois palmeirenses. A
pergunta que com certeza não sai da cabeça dos amantes do futebol é: Quando
teremos paz no futebol brasileiro?

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